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Menina de oito anos torturada até à morte pelo tio

Criança era vítima de maus-tratos regularmente. Naquele dia foi trancada num quarto e espancada durante 12 horas.
Por Pedro Zagacho Gonçalves|13.07.17

A população da pequena localidade de Sabiñánigo, em Huesca, Espanha, ainda está em choque com a morte trágica da pequena Naiara. Viam a menina de oito anos "muito magrinha e cabisbaixa, com um ar abatido", mas desconheciam o verdadeiro inferno que a criança sofria. Vítima de maus-tratos regulares, Naiara foi torturada até à morte pelo tio.

Naiara Abigail Briones foi trancada pelo irmão do padrasto, Iván Pardo Peña, de 33 anos, num quarto e foi violentamente agredida durante 12 horas, na passada quinta-feira. Depois de espancar a sobrinha, o homem teve medo que esta não resistisse aos ferimentos e chamou uma ambulância.

Mas era já tarde demais. Naiara deu entrada no hospital com um edema cerebral e uma rutura no baço. Tinha nódoas negras, feridas e cortes em todo o corpo. Nas mãos e pés tinha marcas que denunciavam que tinha estado amarrada horas a fio, completamente indefesa enquanto era agredida. Tinha ainda os joelhos em carne viva. Acabou por morrer ao fim de dois dias de internamento nos cuidados intensivos.

Questionado pelas autoridades, o tio disse que Naiara tinha caído das escadas. Depois, quando foi considerado suspeito pela polícia, acabou por confessar ter torturado a menina.

Vida de sofrimento em Espanha
Mas o dia de tortura foi apenas o culminar de anos de maus-tratos. Naiara é oriunda da Argentina, assim como os pais da menina, que estão divorciados. A mãe emigrou para Espanha para casar com Carlos, e a pouco e pouco foi proibindo o ex-companheiro de contactar com a filha.

Manuel Adolfo Briones Sanz, pai de Naiara, conta que recebia algumas fotografias da menina mas que, subitamente, perdeu todo o contacto com a filha porque a ‘ex’, Mariela Alejandra Benítez, assim entendeu. Antes disso, a menina contou ao pai que era mal vista na nova família. O padrasto, a avó e o tio maltratavam-na e insultavam-na, ao ponto da mãe ter pedido o divórcio.

O pai só soube da morte da própria filha através da Internet, e pede agora ajuda para conseguir viajar e trazer o corpo da filha de volta para a Argentina.

O assassino, Ivan Peña, trabalha como segurança e não tem cadastro. O pai pertencia à Guardia Civil. A polícia investiga o caso, já tendo detido e interrogado o homem. Apurou-se que não sofre de nenhum tipo de perturbação mental e que tinha "perfeita consciência" do que estava a fazer à sobrinha.

Aguarda julgamento na prisão.

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  • De J13.07.17
    Agora quando for dentro é que ele vai ter o julgamento certo , a justiça lá dento é mais especial. E o caso de certeza vai trazer muitas memórias a muitos reclusos.
1 Comentário
  • De J13.07.17
    Agora quando for dentro é que ele vai ter o julgamento certo , a justiça lá dento é mais especial. E o caso de certeza vai trazer muitas memórias a muitos reclusos.
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