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Michel Temer acusado de obstrução e organização criminosa

Procurador-Geral da República volta a acusar Presidente do Brasil.

O Procurador-Geral da República (PGR) brasileiro, Rodrigo Janot, que deixa o cargo domingo, denunciou no final desta quinta-feira o presidente Michel Temer, dois ministros, dois ex-ministros e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, todos do PMDB, por formação de organização criminosa. Temer, o único da lista a ser denunciado por dois crimes, é também acusado por Janot de obstrucção à justiça.

Além de Temer, foram denunciados por formação de organização criminosa os actuais ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), e os ex-ministros Geddel Vieira Lima (Articulação Política) e Henrique Eduardo Alves (Turismo), todos do núcleo político mais próximo do presidente. Geddel e Henrique Eduardo Alves estão presos no âmbito da operação anti-corrupção Lava Jato, tal como Eduardo Cunha e o ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures, igualmente denunciados pelo mesmo crime.

Pelo crime de obstrucção à justiça o Procurador-Geral denunciou, além do próprio Temer, o empresário Joesley Batista, dono da JBS, líder mundial na producção de proteína animal, e Ricardo Saud, director de relações institucionais da J&F, holding que controla a JBS. Foi Joesley que, em Maio, incendiou a cena política brasileira ao apresentar a gravação de um encontro secreto que teve com Michel Temer e no qual o presidente avaliza a compra do silêncio de testemunhas e o suborno a um juíz.

Na denúncia, o PGR diz que o grupo criou uma organização criminosa que actuava na Câmara dos Deputados e no próprio governo com o intuito de desviar avultados recursos públicos. Segundo Janot, essa organização criminosa apoderou-se ilícitamente de ao menos 158 milhões de euros.

Michel Temer, o mais atingido pela nova denúncia do PGR, é apontado como o chefe dessa organização criminosa. Janot fundamenta a acusação num relatório apresentado esta semana pela Polícia Federal, que acusa Temer de comandar o esquema de fraudes e de usar o cargo para oficializar negócios escuros articulados pelos outros nos bastidores do poder.

Em junho, Michel Temer já tinha sido alvo de uma primeira denúncia, dessa feita pelo crime de corrupção passiva. Mas o processo foi travado na Câmara dos Deputados, único órgão que pode autorizar levar um presidente a julgamento, depois de o governo disponibilizar milhares de milhões de euros para projectos de parlamentares.

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