Mueller admite intimar Trump se este recusar ser interrogado

O procurador destacado para investigar interferência russa nas eleições não descarta a hipótese de obrigar Trump a ir a tribunal para testemunhar.
02.05.18
Robert Mueller, procurador especial destacado para investigar a alegada interferência russa nas eleições norte-americanas de 2016, não descarta a hipótese de obrigar Donald Trump, o presidente dos EUA, a ir a tribunal para testemunhar. A proposta foi apresentada por Mueller depois da defesa do presidente ter insistido que não tinha obrigação de falar com os investigadores.

O aviso de Mueller levou os advogados de Trump a terem uma resposta dura, segundo noticia o The Washington Post: "Isto não é um jogo", terá dito John Dowd, o líder da defesa presidencial à altura. "Vocês estão a interferir no trabalho do presidente dos EUA", terá ainda dito.

Perante estas acusações, a equipa de Mueller concordou em conceder mais informação sobre as perguntas que seriam feitas em caso de interrogatório aos advogados de Trump. A equipa legal da Casa Branca compilou uma lista de 49 questões que iriam certamente ser feitas ao Presidente: a lista, publicada pelo jornal The New York Times, inclui perguntas sobre as ligações de Donald Trump à Rússia e várias questões para determinar se o Presidente norte-americano tem ou não tentado obstruir ilegalmente a investigação.

Na terça-feira, no Twitter, Donald Trump reagiu às eventuais perguntas e considerou "vergonhoso" que as questões relacionadas com a "caça às bruxas russa" tenham sido divulgadas à comunicação social. "Nenhuma pergunta sobre ingerência. Oh, já percebi... Têm um crime falso e inventado, ingerência, que nunca existiu, e uma investigação que começou com informação classificada que foi ilegalmente divulgada. Fixe!"



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