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Mulher tem doença que a deixa excitada constantemente

Jovem de 23 anos revela desespero de ter que implorar por sexo ao parceiro.
Por Pedro Zagacho Gonçalves|13.08.17

Um jovem inglesa revelou que sofre de uma doença rara que a deixa sexualmente excitada de forma constante e que a obriga a implorara por sexo ao parceiro.

Amanda McLaughlin, de 23 anos, vive desde os 13 com distúrbio de excitação genital persistente, condição que a deixa desesperada por atingir o orgasmo. A doença pode afetar mulheres de todas as idades e causa dores fortes nas pernas e músculos pélvicos, deixando a doente incapaz de se mexer. Amanda não pode trabalhar e passa maior parte do tempo em casa. O distúrbio afetou profundamente a vida familiar da jovem, logo desde a adolescência.

"A minha família achava que ela era uma depravada sexual. Achava que ela era hipocondríaca e que era tudo uma invenção. Hoje em dia culpo-me muito por não ter acreditado na palavra dela", conta a mãe da jovem. "Não é divertido estar excitada sempre. Se fosse um homem, quem quereria estar com uma ereção constante, todo o dia? Ninguém!", explica Amanda à BBC, adiantando que tem sido o noivo, JoJo o seu grande apoio.

"Às vezes tenho que lhe implorar para termos sexo, porque fico cheia de dores. As relações são muito difíceis de manter com esta doença, mas o JoJo e eu estamos juntos há mais de um ano e ele nunca me julgou. A nossa vida sexual é muito afetada, há quem pense que basta fazer sexo uma vez e passa, mas não é assim. Às vezes choro com dores por causa da pressão que sinto nos genitais", revela a jovem inglesa.

Antes de ser diagnosticada com o distúrbio, os médicos achavam que Amanda era viciada em sexo, mas os sintomas foram-se agravando e, depois de começar a sofrer ataques de pânico, a mulher ficou finalmente a saber o que a afetava, em 2013.

"Ninguém acreditava em mim. Eu só dizia ‘preciso de seco, preciso de ter um orgasmo’. Masturbava-me o dia inteiro", conta Amanda.

Esperança de tratamento nos EUA

 A jovem ganhou agora uma nova esperança: está a ser tratada nos Estados Unidos da América, na Universidade do Michigan. A instituição está a desenvolver vários estudos e uma possível cura no âmbito do distúrbio de excitação genital persistente.

"Como é uma doença rara, tem havido pouca ou nenhuma investigação quanto ás suas causas. Nós suspeitamos que haja uma série de fatores. Não temos, para já uma cura, mas desenvolvemos uma série de tratamentos que ajudam a aliviar os sintomas", adianta a Dr.ª Priyanka Gupta, professora assistente do departamento de neurologia da Universidade do Michigan.

Por agora, Amanda consegue algum alívio, com recurso a mais de 30 medicamentos diferentes e aplicação de compressas frias ou quentes nos genitais.

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