Sub-categorias

Notícia

Obrigada a abortar devido a cancro

Laura, de 24 anos, quebra o silêncio sobre "a decisão mais difícil" que alguma vez teve que tomar.
Por Pedro Zagacho Gonçalves|13.07.17

Laura Andrews, de Lancashire, no Reino Unido, queria muito voltar a ser mãe e com o marido, Dayle, tentava conceber o segundo filho. Foi quando recebeu a notícia devastadora: tinha um cancro nos intestinos.

Escassos dias depois de ser diagnosticada com os tumores, a inglesa descobriu que estava grávida. Os médicos aconselharam-na a abortar, para garantir a sua sobrevivência, uma vez que dificilmente a mãe e o bebé sobreviveriam à gravidez sem tratamento.

Laura e Dayle ficaram devastados. "Foi a decisão mais difícil que alguma vez tivemos que tomar. É o pesadelo de qualquer pai. Disseram-me que tinha que terminara a minha gravidez no prazo de um mês. Foi uma montanha-russa de emoções, tudo na mesma semana", conta Laura, que agora resolveu quebrar o silêncio e partilhar a sua experiência com quem possa passar pelo mesmo.

Laura teve que abortar, mas quis congelar óvulos para garantir que, eventualmente, pudesse dar um irmão ou irmã à filha Mayla, de dois anos.

A inglesa foi submetida a várias cirurgias, nas quais teve que retirar o reto, o cólon e parte do intestino. Agora tem que usar um saco de ileostomia para recolha dos dejetos que passam pelo intestino.

"Vou ter que usar este saco para o resto da vida. Não tem sido fácil, mas ao menos ja removi os tumores e reduzi o perigo do cancro se espalhar mais. Vou fazer mais quimioterapia ainda, no entanto", explica a mulher ao jornal Metro.

Dayle tem sido um apoio incontornável para Laura e, para mostrar que está ao seu lado em todas as ocasiões, tatuou um saco de ileostomia no abdómen, que mostra as mãos do casal no dia em que deram o nó.

Os dois estão agora empenhados em recolher fundos para várias fundações e ações relacionadas com o cancro nos intestinos.

"Temos feito festas, eventos e recolhas de fundos para clínicas e centros de apoio para doentes com cancro. Assim que terminar o meu tratamento vou promover ações de rastreio. È importante que cada vez mais gente o faça, porque pode mesmo salvar vidas. Eu que o diga, podia ter salvo o meu bebé", conclui Laura.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Mais notícias

Mais notícias de Mundo

pub