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Espanca, viola e deixa enteada à fome durante 9 anos

Homem ‘emprestava’ a enteada a outros pedófilos. Criança era algemada e deixada no quatro dias a fio.
Por Pedro Zagacho Gonçalves|13.08.17

Danni Smith viveu nove anos num autêntico pesadelo. Tinha apenas quatro anos quando começou a ser espancado e violado pelo padrasto. Danni nasceu menina mas submeteu-se a uma operação para mudar de sexo depois da adolescência e do inferno em que vivia ter acabado.

O homem deixava a então enteada algemada e trancada num quarto sem comida dias a fio e ‘emprestava’ a criança a outros pedófilos para que abusassem da menina. Cheia de fome, Danni era obrigada a procurar restos de comida no lixo para se alimentar. Os serviços sociais britânicos sabiam dos abusos e nunca fizeram nada, acusa agora Danni, que resolveu quebrar o silêncio depois de ser indemnizado.

Danni tentou cometer suicídio quando tinha apenas sete anos e queria ver o fim do seu sofrimento, que durou cerca de nove anos. A mãe sabia de tudo o que se passava mas nunca interveio e defendia o companheiro.

"A maioria das pessoas recorda com saudade as primeiras memórias, que são boas. A minha primeira memória é de estar a ser violado pelo meu padrasto. Quando não estava a ser abusado, era trancado no quarto durante dias, como se fosse um animal. Havia dejetos por todo o lado. Cheguei a ter tanta fome que comi o gesso das paredes", revela Danni.

O inglês explica que nunca celebrou o Natal ou o próprio aniversário e que só duas vezes por semana é que lhe era fornecida uma única torrada para comer. "Eu pedia às pessoas que encontrava na rua para serem os meus pais. Só queria que aquilo acabasse", explica. Foram os vizinhos que fizeram queixa às autoridades, em 1997. Danni só foi retirado à mãe dois anos depois.

Oe médicos ficaram em choque com as lesões nos genitais do menor. Danni estava ainda profundamente perturbado psicologicamente. Estava habituado a ver filmes pornográficos, de crianças a ser violadas e de bestialismo, como se de desenhos animados se tratassem.

Hoje, aos 26 anos, Danni sofre de stress pós-traumático e teme que nunca seja capaz de confiar em ninguém e constituir família. O jovem quis agora reviver o caso em tribunal para poder ser indemnizado pelos serviços sociais. "Eles sabiam há anos e nunca fizeram nada. Quis passar por isto outra vez para que não aconteça a mais ninguém", defende Danni.

O padrasto foi condenado em 2015 a 22 anos de prisão por abuso sexual de menores e maus-tratos infantis.

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