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Portuguesa grávida de sete meses em estado grave após incêndio em Londres

Autoridades confirmam 12 mortos e 79 feridos, 18 dos quais em estado crítico.
14.06.17
Tenta escapar de torre em chamas em Londres com corda de lençóis

Uma mulher portuguesa, que vivia no 14.º andar da torre Grenfell, foi retirada do edifício e levada para um hospital de Londres. Está em estado muito grave. Esta mulher estava grávida de sete meses. É uma das vítimas portuguesas do incêndio que matou pelo menos 12 pessoas esta quarta-feira, em Londres.

As duas meninas portuguesas internadas na sequência do incêndio, com idades de 10 e 12 anos, estão fora de perigo, embora continuem em observação médica, disse fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas. Os pais da criança, um casal em que ambos têm 38 anos, foram hospitalizados, mas os ferimentos são mais ligeiros. 



O porta-voz da Secretaria de Estado disse à Lusa que, até ao momento, foram dez os portugueses afetados pelo incêndio, residentes em três apartamentos do prédio de 27 andares que ficou destruído pelas chamas. Chegou a falar-se de um quarto apartamento habitado por portugueses no prédio, mas não se confirmou, disse o porta-voz.

Fogo em Londres fere crianças portuguesas

Autoridades admitem 12 mortos e 79 feridos

O fogo deflagrou de madrugada num edifício de 24 andares e 120 apartamentos em Kensington. Os bombeiros falam da existência de "vários mortos". As autoridades já confirmaram a existência de 12 mortos, mas acrescentam que o número de vítimas mortais "pode aumentar". O serviço de ambulâncias de Londres diz que foram hospitalizados 79 feridos, 18 dos quais estão em estado crítico.

O fogo provocou um cenário dantesco na madrugada desta quarta-feira. Moradores em pânico, dezenas de pessoas presas dentro de um prédio de 24 andares, outros a improvisar cordas com lençóis atados para escapar às chamas. Relatos descrevem situações dramáticas, com vizinhos dos andares mais altos atiraram bebés pelas janelas para os braços dos que estavam nos pisos inferiores. 

Gestos solidários

O famoso cozinheiro e apresentador de TV Jamie Oliver anunciou no Instagram que o seu restaurante de Westfield, muito perto do local do sinistro vai estar aberto para as famílias afetadas. Oliver oferece "comida e bebida grátis" e apela às pessoas que falem com o gerente do Jamies Italian. Multiplicam-se as iniciativas de organizações e pessoas que prestam solidariedade aos afetados pela tragédia

O centro comunitário português recebeu uma "onda de solidariedade" com ofertas de ajuda para os portugueses afetados pelo incêndio numa torre de habitação no noroeste de Londres, afirmou esta quarta-feira o diretor, Lino Miguel.
"Recebemos umas largas centenas de chamadas, as pessoas responderam em massa", confirmou o responsável à agência Lusa.
Chegaram, também, contactos através da rede social Facebook.

O Centro de Apoio à Comunidade Lusófona foi envolvido por coordenar, em conjunto com o Consulado Geral de Londres e a Missão Católica Portuguesa, o plano de contingência para situações de emergência que afetam cidadãos lusófonos.

Fogo começou de madrugada e apanhou moradores a dormir
O fogo deflagrou na torre Grenfell, no bairro de Kensington, em Londres, pelas 1h45. Às primeiras horas da manhã, o fogo ainda ardia no edifício de 120 apartamentos na capital britânica.

Por volta das 7h30, Dany Cotton comissária dos Bombeiros de Londres confirmou à imprensa que há "vários mortes" a registar no incêndio, mas não especificou quantas. "Neste momento, tenho muita pena de comunicar que existem vários mortos. Não consigo confirmar números neste momento, devido ao tamanho e à complexidade do edifício".

Muitas pessoas ficaram presas dentro do edifício e houve quem visse moradores a saltar de alturas tão elevadas como o 15º andar para o chão, numa tentativa desesperada de escapar às chamas.



Várias testemunhas e moradores dizem que não soaram alarmes de incêndio no edifício quando este deflagrou, por volta da 1h00. Apenas os detetores de fumo de cada apartamento deram a indicação de que algo de muito errado estava a acontecer. O prédio, habitado por famílias com menos recursos, estaria a sofrer obras de remodelação.

"Tenho muita sorte em estar vivo. Muitas pessoas não saíram do edifício. Perdi tudo o que tenho, estou aqui fora com tudo o que sobrou", conta um morador ao The Guardian.

David Benjamin, que dormia com a namorda no quarto piso, conta à BBC que estava a dormir quando ouviu pancadas. Levantou-se e ouviu um vizinho a gritar "fogo, fogo!". "Calçámos as sapatilhas e fugimos para a rua. Vimos as pessoas a correr, havia fumo muito espesso. Corrermos pelas escadas abaixo". 

"Não ouvimos qualquer alarme, era cada um por si. Toda a gente corria", conta um morador do 17º andar ao Telegraph.

Segundo os números oficiais, pelo menos 50 pessoas ficaram feridas no incêndio, tendo sido transportadas para vários hospitais da capital britânica.

Estão mais de 200 bombeiros a tentar conter as chamas, não sendo ainda conhecidas as causas do fogo. O prédio foi construído em 1974 e há muito que os moradores denunciavam as más condições de segurança.

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