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Terrorista de Paris detido em fevereiro por ameaçar polícias

Ataque reivindicado pelo Daesh matou um polícia e deixou dois feridos.
Veja as primeiras imagens do ataque terrorista em Paris
O grupo terrorista Daesh reivindicou o tiroteio que aconteceu na noite desta quinta-feira nos Campos Elíseos, em Paris, e que vitimou um polícia e deixou outros dois feridos, que segundo o porta-voz da polícia Nacional francesa, se encontram fora de perigo. 

A agência de propaganda Amaq, afeta aos terroristas, confirma que o ataque foi cometido por um cidadão de origem francesa, identificado como Abu Yusuf, também conhecido como Karim C. De acordo com a Associated Press, o terrorista já tinha um historial de violência para com polícias. Em fevereiro deste ano, foi detido e depois libertado, após ter ameaçado dois agentes.

Atentado no Campos Elísios, em Paris

O canal de televisão BFMTV relata que Karim foi alvo de avaliação psiquiátrica por ter feito ameaças de morte contra polícias.

As autoridades francesas sabiam que, no início de 2017, Karim entrou em contacto com um Jihadista para comprar armas. Mas considerou-se que não havia provas suficientes para o deter e o homem foi libertado, apesar de contar na lista de pessoas sinalizadas de poderem vir a cometer atos terroristas.

No local do ataque e junto ao corpo do presumível atacante foi encontrado uma nota escrita à mão com uma alusão clara ao Daesh. As autoridades detetaram também um Alcorão dentro daquele que terá sido o automóvel que Abu Yussef estaria a usar durante o ataque.  

Suspeito ligado ao ataque entregou-se na Bélgica
Duas pessoas estão envolvidas neste ataque: Abu Yussef, um dos autores dos disparos, que foi morto pelas autoridades e que já era conhecido dos serviços de segurança, e um outro homem que se pôs em fuga.

Entretanto, após um homem belga, já referenciado pela polícia como possível suspeito do ataque, se entregar numa esquadra da polícia em Antuérpia, as autoridades belgas já vieram esclarecer que o homem não está de todo relacionado com o atentado nos Campos Elísios.
Novas imagens da noite de terror em Paris

"Esse homem veio à polícia ontem à noite depois de se ver aparecer nas redes sociais como o principal suspeito relacionado com os factos de ontem", informou um procurador belga na cidade de Antuérpia, citado pela agência Associated Press, que recusou ser identificado.

O mesmo responsável deixou claro que o homem "não faz parte de uma investigação de terrorismo".

O próprio ministro belga da Justiça, Koen Geens, afirmou esta manhã ao canal belga de televisão VRT que, no momento das suas declarações, não havia "qualquer informação" sobre a ligação entre os dois casos.

Buscas na casa do terrorista
A polícia realizou durante várias buscas na casa do atirador que foi morto, que se localiza em Seine-et-Marne, onde recolheu informações sobre o atacante.

As autoridades policiais emitiram um mandato contra o segundo atacante que terá chegado a Paris de comboio vindo da Bélgica.

O Presidente da França, François Hollande convocou de uma reunião de emergência com o primeiro-ministro Bernard Cazeneuve no seguimento do ataque.

No final da reunião, Hollande admitiu que tudo aponta para que o tiroteio seja um ataque terrorista, garantindo ainda que a vigilância nas ruas vai ser apertada.

"Estamos convencidos, as pistas que podem conduzir a investigação são de ordem terrorista", afirmou o Presidente, numa declaração hoje à noite, após uma reunião de emergência com o primeiro-ministro, Bernard Cazeneuve.

Hollande garante "vigilância absoluta" no país
Hollande confirmou que um polícia morreu e dois outros ficaram feridos e afirmou que uma outra pessoa foi atingida, antes de o atacante ser "neutralizado por outros agentes".

Toda o quarteirão foi bloqueado e as pessoas foram retiradas de suas casas, afirmou ainda o chefe de Estado, garantindo que as autoridades mantêm "vigilância absoluta".

"Todas as medidas que podem ser tomadas foram tomadas", garantiu, explicando que decorrerá na sexta-feira uma reunião de emergência, às 08h00.

"Os meus pensamentos vão para a família do polícia morto e os entes próximos dos feridos", disse ainda Hollande, manifestando confiança e solidariedade para com as forças de segurança do país.

A porta-voz da polícia da capital francesa, Johanna Primevert, afirmou à agência Associated Press que o atacante se dirigiu aos agentes que guardavam a área próxima da estação de metro Franklin Roosevelt, pelas 21h00 locais (20h00 em Lisboa), no centro da avenida parisiense. 

Uma testemunha adianta que um dos suspeitos saiu de um carro e disparou tiros de com uma espingarda Kalashnikov (AK47).

O porta-voz do Ministério do Interior francês confirma que os agentes foram alvejados quando um carro parou num semáforo vermelho.

Pierre Henry Brandet disse que é "muito cedo" para identificar o motivo do ataque. "Todas as hipóteses estão em aberto", acrescentou.

As estações de metro de George V, Franklin Roosevelt e Champs-Elysees-Clemenceau foram fechadas por questões de segurança.

As autoridades apelaram à população para que evite a zona dos Campos Elísios, no centro da capital francesa, onde a circulação foi cortada pelas forças de segurança. 

O caso está a ser investigado pelo departamento antiterrorismo da polícia parisiense. O gabinete do procurador de Paris informou que agentes contra-terrorismo estão envolvidos na investigação do ataque.

O ataque ocorre a três dias da primeira volta das tensas eleições presidenciais em França, em que a segurança é um dos temas em destaque, após vários ataques terroristas no país nos últimos anos.

Dois candidatos às eleições presidenciais em França, a dirigente de extrema-direita Marine Le Pen e o conservador François Fillon cancelaram hoje as suas ações previstas para sexta-feira, último dia da campanha, após o ataque em Paris. Também Benoit Hamon cancelou as ações de campanha





Trump fala em novo ataque terrorista. Marcelo solidário com as vítimas
O Presidente dos Estados Unidos afirmou hoje que o tiroteio ocorrido esta noite nos Campos Elísios, em Paris, que provocou pelo menos três mortes, "parece outro ataque terrorista" e enviou as suas condolências "ao povo de França".

"É muito horrível, muito terrível! Parece outro ataque terrorista. Que hei-de dizer, isto nunca acaba e temos de nos manter fortes e vigilantes", disse Donald Trump, numa conferência de imprensa depois de se reunir na Casa Branca com o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou na quinta-feira uma mensagem de condolências ao Presidente francês, François Hollande, face ao atentado em Paris.

"Foi com grande consternação que tomei conhecimento do atentado terrorista que acaba a ocorrer em Paris, em plenos Campos Elísios", escreveu Marcelo Rebelo de Sousa, na página da 'internet' da Presidência da República.

Em seu nome e em nome do povo português, Marcelo Rebelo de Sousa, escreveu ao Presidente da França, François Hollande, para transmitir as suas condolências, "bem como toda a solidariedade para com o povo francês", particularmente, "com a população de Paris".

O Presidente da República reiterou, ainda, o compromisso de Portugal, juntamente com a França, na "defesa de uma Europa unida" e que valores como a democracia, a paz e o respeito pelos Direitos do Homem sejam sempre promovidos.

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  • De ruimpina21.04.17
    Palavras palavras palavras..."solidariedade", 'condenação', etc...Quando se aprende que se tem que ir para outros tipos de medidas? Há que alterar a lei e instituir uma série de medidas, como a deportação da família dos terroristas. Senão é só esperar pelo próximo ataque.
1 Comentário
  • De ruimpina21.04.17
    Palavras palavras palavras..."solidariedade", 'condenação', etc...Quando se aprende que se tem que ir para outros tipos de medidas? Há que alterar a lei e instituir uma série de medidas, como a deportação da família dos terroristas. Senão é só esperar pelo próximo ataque.
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