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Príncipe Harry procura terapia 20 anos depois da morte de Diana

Filho da ‘princesa do povo’ só começou a lidar com a dor da perda da mãe há pouco tempo.
Por Pedro Zagacho Gonçalves|17.04.17

O príncipe Harry falou pela primeira vez abertamente sobre a tragédia da morte da mãe, a Princesa Diana, em 1997. Ao Daily Telegraph, Harry conta que levou duas décadas a processar a dor e que só recentemente procurou ajuda psicológica para lidar com a situação.

Harry, de 32 anos, explica que só aos 28 anos, quando se viu "na iminência de esmurrar alguém" ganhou coragem de falar com um profissional sobre a sua saúde mental após a morte da princesa da Gales.

"Posso dizer com toda a certeza que perder a minha mãe aos 12 anos e, consequentemente, desligar-me de todas as emoções nos 20 anos seguintes, teve um efeito sério na minha vida pessoal e profissional. Estive muito perto de um esgotamento em várias ocasiões, quando fui confrontado com todos os tipos de dor, mentiras, conceções erradas, de todos os lados e ângulos", revela o príncipe inglês.

O irmão do herdeiro do trono conta que, inicialmente, usou a prática de boxe para se libertar "da frustração e da agressividade. Eventualmente, Harry foi aconselhado pelo irmão, William, a consultar um psicólogo. "Ele disse-me ‘Olha, tu tens mesmo que lidar com isto, não é normal pensares que não te afeta’. Já estive com um psicólogo várias vezes e foi muito bom", diz o príncipe de Gales.

Em breve, os dois irmãos irão assinalar os 20 anos da morte da mãe com a construção de uma estátua e a entrega de prémios em honra da ‘princesa do povo’ e da sua "bondade, compaixão e serviço".

"A minha forma de líder com a morte da minha mãe foi enfiar a cabeça na areia e nunca pensar nela. Pensava para comigo ‘só te vai deixar triste e não a vai trazer de volta’. Por isso vivi os meus 20, 25, 28 anos como qualquer outro jovem, a correr de um lado para o outro a pensar ‘a vida é ótima, está tudo bem’. Depois comecei a ter algumas conversas sobre o assunto", conta Harry.

Foi aí que Harry começou a viver "dois anos de caos absoluto". "Toda a dor, o luto que nunca processei, começou a surgir em mim e percebi que havia muita coisa com que tinha que lidar. Tenho enfrentado o processo nos últimos dois anos e meio e agora levo o meu trabalho a sério, tenho outra perspetiva da minha vida privada", revela o filho mais novo da princesa Diana.

Harry quer que a sua experiência ajude quem passa pelo mesmo, na esperança que os afetados pela morte de um ente querido procurem ajuda. "Quero fazer a diferença. Tenho posto sangue, suor e lágrimas nesta luta para marcar a diferença. Não posso encorajar mais as pessoas a falarem sobre a sua dor. Vão ser surpreendidos pelo apoio que vão receber, há muita gente que espera que a pessoa seja a primeira a assumir que tem problemas para a poderem ajudar", conclui Harry.

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  • De pitu18.04.17
    Os ricos são assim, só sabem que estão "MALUCOS" já com uma certa idade, se tivesse que que ter ido trabalhar há uns anos já tinha percebido como estava.
1 Comentário
  • De pitu18.04.17
    Os ricos são assim, só sabem que estão "MALUCOS" já com uma certa idade, se tivesse que que ter ido trabalhar há uns anos já tinha percebido como estava.
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