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Quatro polícias mortos em 24 horas no Rio de Janeiro

Das quatro vítimas, só uma estava em serviço.

Em mais uma gritante evidência de que a vagha de criminalidade generalizada no Rio de Janeiro atinge até aqueles que têm a seu cargo proteger a sociedade, quatro agentes da polícia foram mortos em menos de 24 horas naquela cidade brasileira. Os crimes ocorreram do final da noite de sexta-feira até à tarde de sábado, e, das quatro vítimas fatais, só uma estava em serviço.

Com essas quatro mortes de agentes da polícia fluminense, o número de mortes desde o início do ano já chega a 97, um número que assusta as próprias autoridades e os polícias que todos os dias têm de ir para as ruas proteger, ou tentar, os cidadãos, lutando com falta de carros, de munição, de coletes à prova de bala e usando armamento muito inferior ao dos criminosos. Além dessas vítimas fatais, outros 305 agentes ficaram feridos, alguns com o risco de sequelas permanentes, fazendo o secretário de Segurança Pública do Rio, Roberto Sá, criticar a falta de medidas das autoridades centrais para ajudarem a combater a criminalidade no país e as penas aplicadas a criminosos, que, na opinião dele, estimulam a impunidade e a violência.

"É um número alarmante, que nos deixa muito tristes, muito perplexos. São homens e mulheres que vão para as ruas, que se doam, e que estão morrendo."-Desabafou o secretário no funeral de um dos agentes, para em seguida cobrar o governo do presidente Michel Temer e o Congresso:"Nós precisamos exigir reformas na política criminal. Eu vejo (em tramitação no Congresso por iniciativa do governo Temer) reforma tributária, reforma política, reforma económica, mas cadê a reforma criminal?"

Roberto Sá também criticou as penas e os benefícios concedidos a autores de crimes violentos. Ele considerou inadmissível que uma pessoa apanhada com um fuzil de guerra de última geração, muitas vezes de um tipo que nem a polícia tem, seja condenada a apenas três anos por porte de arma ilegal e consiga sair da cadeia em apenas seis meses, e que um assassino que tira a vida de alguém, seja a vítima um polícia ou um cidadão comum, e é condenado a 15, 20 anos de prisão, esteja na rua em cinco anos, graças aos muitos benefícios que a lei prevê.

Nos quatro casos de morte de polícias neste fim de semana, só um deles, um agente da Polícia Civil (Judiciária), foi morto em serviço, durante uma operação numa favela na zona norte da cidade. Dos outros três, todos agentes da Polícia Militar, dois, um homem e uma mulher-polícia, foram executados durante tentativas de assalto ao serem reconhecidos como polícias, e o terceiro morreu em casa, baleado com sete tiros nas costas pelo cunhado, com quem disputava o terreno onde foram erguidas as casas de ambos. 

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