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Saiba tudo sobre Guam, a ilha que a Coreia do Norte quer atacar

São chamorros, americanos, já foram espanhóis e podiam ser portugueses.

Guam, Guão ou Gaume. Esta ilha, que tem sido alvo de ameaças por parte da Coreia do Norte, é um território norte-americano na Micronésia, nação insular da Oceânia. A capital é Hagatna e a maior cidade é Dededo.

Ponto central estratégico
Embora seja desconhecida para muitos, Guam é, na verdade, uma base aeronaval determinante e essencial na estratégia dos Estados Unidos. Nesse sentido, serve de base para operações militares e de espionagem na Ásia e Oceânia.

As instalações militares desta ilha estão, na verdade, entre as bases americanas de maior importância estratégica no Pacífico Ocidental. E a Coreia do Norte sabe-lo: Pyongyang está a "analisar cuidadosamente" um plano de ataque a este pequeno território de 162 mil habitantes.

Situada 2.600 km ao leste das Filipinas, Guam conta com um importante contingente militar americano de 6.000 soldados, destacados em uma base naval e na base aérea de Andersen. 

O território americano tem Eddie Calvo como governante que, face aos recentes acontecimentos, diz que a ilha "não é apenas uma instalação militar", reforçando a importância da ilha para além do seu papel militar.

Foi espanhola mas é americana
Foi descoberta em 1521 pelo navegador português Fernão de Magalhães, mas ocupada desde 1526 pela Espanha. Por meio do Tratado de Paris, foi colonizada pelos Estados Unidos em 1898, pondo fim à guerra Hispano-Americana. Foi, mais tarde, invadida pelo Japão, mas recuperada três anos depois pelos Estados Unidos.

Desde então, a ilha é oficialmente território americano. 

Chamorros com direitos limitados
A língua oficial? Por lá, fala-se chamorro, um dialecto que conta com algumas palavras em castelhano. Na verdade, há quatro mil anos, os ‘chamorros’ foram os primeiros a habitar a ilha. Com uma área total de 550 quilómetros quadrados, a população indígena de Guam representa, ainda hoje, 40% dos habitantes.

Contudo, e embora sejam cidadãos americanos, têm direitos limitados. Assim como acontece com Porto Rico, Guam é definido como um território não incorporado dos Estados Unidos.

Desta forma, os chamorros não podem participar das eleições nos Estados Unidos, e o único representante da ilha não tem direito a voto nos projetos de lei.

É um pequeno paraíso 
Praias de areia branca, mar azul turquesa, coqueiros de perder a vista e quartos hotel a 20 euros: a ilha de Guam é um verdadeiro paraíso. Com uma vasta oferta hoteleira, este paraíso atraiu mais de 1,5 milhão de visitantes em 2016.

Embora pacíficos, os chamorros estão neste momento em pânico. À Associated Press, o porta-voz da legislatura do território, Benjamin J. Cruz, disse que, face à ameaça "muito desconcertante" dos norte-coreanos, a população da ilha "está simplesmente a rezar para que os EUA e o sistema de defesa que aqui temos seja suficiente para nos proteger".

Rostos maiores de uma pequena ilha
Apesar de ser um território pequeno e com relativamente poucos habitantes, Guam conta com algumas caras conhecidas mundialmente.

A mais famosa nativa da ilha será talvez a jornalista Ann Curry, da cadeia NBC. Com uma carreira de mais de 30 anos, Curry, de 60, já apresentou programas emblemáticos da estação televisiva, como o 'Today', 'NBC News' e um dos maiores sucessos do canal: 'Dateline'. Foi jornalista de Guerra e o seu trabalho na Síria, Palestina, Darfur, Congo, República Centro Africana, Kosovo, Líbano, Israel, Iraque, entre muitos outros correu mundo.

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