Sub-categorias

Notícia

Sobe para nove o número de vítimas mortais em ataque a creche no Brasil

Menino, de cinco anos, estava internado desde quinta-feira em estado grave com queimaduras em quase 100% do corpo.
Sobe para nove o número de vítimas mortais em ataque a creche no Brasil
Foto Direitos Reservados

Matheus Felipe Rocha dos Santos, um menino de apenas cinco anos que estava internado desde quinta-feira passada em estado grave com queimaduras em quase 100% do corpo, tornou-se esta segunda-feira a nona criança a morrer em consequência do ataque levado a cabo na semana passada em uma creche de Janaúba, cidade no interior do estado brasileiro de Minas Gerais, por um dos seguranças do estabelecimento. Além dessas nove crianças, morreram até agora também uma professora e o autor do ataque, Damião dos Santos Soares, de 50 anos.

O menino não resistiu aos gravíssimos ferimentos provocados pelo combustível com que Damião regou alunos e professores na manhã da passada quinta-feira durante um surto psicótico. Matheus era uma das 16 vítimas que estavam internadas no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, especializado em atendimento a queimados e para onde as vítimas mais graves foram transferidas em aviões da polícia e do governo estadual.

Na tarde desta segunda-feira, ainda havia 23 pessoas internadas em hospitais de Belo Horizonte, de Janaúba e de Montes Claros, outra cidade do interior de Minas Gerais. São quatro adultos e 19 crianças, vários em estado grave e alguns em estado crítico.

Damião, que trabalhava na creche "Gente Inocente" há oito anos e, por isso, conhecia todas as crianças desde que nasceram, nas horas vagas vendia "picolés", um tipo de gelado com palito muito popular no Brasil, o que facilitou fazer tantas vítimas. Quando ele chegou à creche na quinta-feira de manhã e abriu a mochila que trazia nas costas, os alunos correram para ele, imaginando que o segurança lhes ia dar gelados, mas Damião regou-os com combustível e acendeu logo em seguida um fósforo, ateando fogo às suas inocentes vítimas.

Em seguida, trancando a única porta da creche, Damião foi à cozinha e a três salas atirando mais combustível sobre outros alunos, professoras e funcionários. Só parou pela acção de uma das professoras, que lutou com ele e acabou por morrer queimada mas salvou muitas crianças, e porque ele também não resistiu às queimaduras que sofreu quando as chamas que ateou às suas vítimas se propagaram ao seu próprio corpo.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Mais notícias

Mais notícias de Mundo

pub