Soldado que matou palestiniano ferido não se mostra arrependido

Homem cumpriu apenas nove meses da sentença e foi libertado há cerca de três meses.
30.08.18
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Elor Azaria, um soldado israelita condenado por matar um agressor palestiniano que estava ferido, garante que não está arrependido e que fez o que tinha de fazer. A vítima acabou por ser baleada na cabeça quando estava deitada no chão na cidade de Hebron, na Cisjordânia, em 2016.

Elor Azaria tinha 19 anos quando baleou Abdul Fatah al-Shari, um homem palestiniano que tinha tentado esfaquear um soldado israelita. As forças de defesa israelitas imobilizaram o atacante e, mesmo com al-Shari ferido e deitado no chão, Elor Azaria deu-lhe um tiro na cabeça.

De acordo com o jornal The Independent, o homem foi condenado por homicídio mas cumpriu apenas nove meses da sentença, tendo sido libertado há cerca de três meses.

"Agiria exatamente da mesma forma, porque é assim que era preciso agir", afirmou o homem em declarações a um jornal local, três meses depois de ser libertado.

O caso está a dividir fortemente a nação judaica, gerando uma enorme indignação por parte dos palestinianos. Enquanto os militares apoiavam a acusação de Elor, argumentando que ele havia violado o código de ética, muitos israelitas, particularmente os nacionalistas e extremistas, uniram-se para defender a atitude do soldado.

Em entrevista, Elor acusou os colegas militares de o terem abandonado.

O soldado foi inicialmente condenado a 18 meses de prisão depois de ser condenado por homicídio, mas o chefe militar de Israel, Gadi Eisenkot, acabou por reduzir a sentença. A libertação do soldado aconteceu dois dias antes do previsto para que Elor pudesse estar presente no casamento do irmão.

Segundo o mesmo jornal, Elor Azaria garante que, apesar da sua condenação, está disponível para servir o exército na reserva.

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