Sub-categorias

Notícia

Temer corta programa social Bolsa Família a meio milhão de famílias

É o corte mais drástico da história do maior programa social do Brasil.

No corte mais drástico da história do maior programa social do Brasil, o governo do presidente Michel Temer tirou em apenas um mês mais de meio milhão de agregados familiares do Bolsa Família. De acordo com dados a que a imprensa teve acesso agora, entre Junho e Julho passados 543 mil famílias pobres de todas as regiões do Brasil tiveram suspenso o pagamento dos benefícios de complementação de renda que recebiam.

O corte do pagamento ficou a dever-se ou aà exclusão definitiva das famílias do programa, em parte dos casos, e, nos outros casos, aà suspensão temporária, para reanálise do cadastramento e das informações prestadas. Neste último caso, as famílias, muitas delas vivendo em regiões isoladas e com pouco acesso a informação, vão ter de prestar esclarecimentos e, eventualmente, apresentar nova documentação, para o credenciamento no Bolsa Família ser reavaliado, sendo excluídas definitivamente se não responderem aos questionamentos ou se o governo não considerar esses esclarecimentos satisfatórios.

A suspensão das 543 mil famílias faz parte de uma política continuada do governo para conter gastos, procurando situações irregulares nos programas sociais e nos benefícios da segurança social. O problema é que, na obcessão por reduzir custos, os órgãos governamentais tem sido excessivamente rigorosos e afectado milhares de pessoas que já têm uma rotina de carência a todos os níveis e tinham nos escassos benefícios que recebiam uma das poucas fontes de sobrevivência.

Criado em 2003 pelo então presidente Lula da Silva como forma de garantir um mínimo de condições de vida a pessoas que estavam abaixo da linha da pobreza, o Bolsa Família começou por atender a 3,6 milhões de famílias, a maior parte delas no nordeste. Tendo atingido no seu ponto máximo mais de 13 milhões de famílias beneficiadas, com os cortes agora decretados pelo governo o Bolsa Família passa a atender 12,7 milhões de agregados familiares com o pagamento mensal de valores que variam de acordo com o número de membros de cada um e a renda conjunta.

A segurança social é outra área em que a acção do governo à procura de supostas irregularidades na concessão de benefícios prolongados a pessoas que conseguiram baixa por motivos de saúde ou acidentes está a ser considerada excessivamente rigorosa. De 200 mil benefícios analisados este ano, os órgãos do governo dizem ter detectado algum tipo de irregularidade em nada menos de 180 mil, que foram suspensos até que cada situação seja esclarecida pelos beneficiários. 

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!
Comentário mais votadoEscreva o seu comentário
  • De corisco196313.08.17
    Em Portugal deveriam de fazer o mesmo, há muita gente a oferecer emprego e não encontra ninguem para trabalhar por haver excesso de subsidios, é uma vergonha
1 Comentário
  • De corisco196313.08.17
    Em Portugal deveriam de fazer o mesmo, há muita gente a oferecer emprego e não encontra ninguem para trabalhar por haver excesso de subsidios, é uma vergonha
    Responder
     
     0
    !

Mais notícias

Mais notícias de Mundo

pub