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Temer diz que críticas às suas propostas de reformas são terrorismo

Mudanças na segurança social vão dificultar o acesso dos cidadãos à reforma.

O presidente brasileiro, Michel Temer, classificou esta terça-feira como "terrorismo inadequado" as críticas generalizadas que vários sectores da sociedade brasileira fazem à sua polémica proposta de mudanças na segurança social, que vão dificultar o acesso dos cidadãos à reforma. Temer fez a afirmação durante discurso proferido no almoço que ofereceu ao presidente da Bolívia, Evo Morales, com quem se encontrou esta terça em Brasília.

O chefe de Estado negou as denúncias de sindicatos e entidades ligadas a reformados de que as mudanças que ele propôs e está a tentar aprovar a qualquer custo no Congresso prejudiquem os trabalhadores. Mas os dois principais pontos da sua proposta são o aumento para 65 anos da idade mínima para se pedir a reforma, e um brutal aumento do número de anos necessários para se conseguir uma reforma de 100%.

Os próprios aliados do presidente recusavam até ao início desta semana votar a proposta e Temer já a dava como adiada para o ano que vem, onde seria ainda mais difícil aprová-la por ser ano eleitoral, mas nas últimas horas o cenário mudou. Recorrendo à mesma estratégia utilizada em Junho e Agosto para travar no Congresso as duas denúncias por corrupção apresentadas contra ele pela Procuradoria-Geral da República, Temer recorreu aos cofres públicos para oferecer vantagens e bondades a aliados em troca de votos a favor das mudanças que defende para a segurança social e já parece ter conquistado algum apoio.

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