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Temer exorta aliados a "resistirem" à vaga de denúncias

Presidente brasileiro aconselhou os políticos a não mostrarem fragilidade nem que estão incomodados com as acusações.

O presidente brasileiro, Michel Temer, citado ele também em diversas denúncias de corrupção, exortou políticos aliados a resistirem ante a vaga de acusações desencadeada pela operação anticorrupção Lava Jato e a manterem-se firmes e actantes. Sem citar nominalmente a operação, Temer aconselhou os políticos aliados que reuniu no palácio presidencial, entre eles ministros, deputados e senadores suspeitos de corrupção, a não mostrarem fragilidade nem que estão incomodados com as acusações.

"Há um problema sério no país, vocês sabem disso. Há questões das mais variadas, que muitas e muitas vezes visam, digamos assim, desprestigiar a classe política, e nós todos precisamos resistir", Afirmou Temer aos aliados, mostrando no entanto em seguida alguma apreensão ao confessar: "Eu tenho resistido enquanto posso."

A reunião, uma das muitas que Temer tem convocado nos últimos dias, inclusive no domingo de Páscoa, para mostrar ao país que está no comando e a trabalhar, foi convocada oficialmente para tratar das reformas laboral, política e da segurança social que estão em tramitação no Congresso. Mas o discurso do presidente e dos outros participantes foi essencialmente sobre a Lava Jato, que tem mais de 200 políticos sob suspeita, entre eles oito ministros e os principais aliados de Temer, que tenta evitar perder o controlo da situação.

"Não podemos nos ‘acoelhar’, mostrar que estamos numa situação difícil", declarou Temer noutro ponto do discurso, para mais adiante reforçar: "Não se pode, a todo o momento que aparece (uma denúncia), acontece um facto qualquer, uma notícia qualquer, parar o executivo e o legislativo. Nós temos que nos vitalizar e dar uma resposta muito adequada para o momento que vivemos."

No último desdobramento da Lava Jato, o juiz relator da operação no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachim, autorizou semana passada a abertura de 76 investigações contra 98 políticos, e que, além dos ex-presidentes e agora opositores Lula da Silva e Dilma Rousseff, atingem em cheio o governo de Temer e a sua base aliada. No governo, oito ministros vão ser investigados, e no Congresso, além dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, os líderes do governo nas duas casas e os mais importantes líderes dos partidos aliados estão na lista dos suspeitos.

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