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Sistema norte-americano adverte sobre perigos de viajar a Caracas

Alerta indicou que "há escassez de alimentos, água, remédios e materiais médicos em grande parte da Venezuela".
Por Lusa|11.01.18
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O novo sistema norte-americano de conselhos aos viajantes, apresentado na quarta-feira, advertiu que as viagens para a Venezuela devem ser reconsideradas, devido ao aumento do risco em algumas áreas do país.

"Reconsidere viajar para a Venezuela devido a crimes, tensão e conflitos sociais, escassez de medicamentos e alimentos, prisão arbitrária e detenção de cidadãos norte-americanos", informou o Departamento de Estado norte-americano.

O sistema, de quatro níveis consoante o nível de risco, coloca a Venezuela no nível 3, que recomenda ao viajante para "reconsiderar a viajem", e alerta para o aumento dos "riscos em algumas áreas" do país.

No mesmo comunicado, os Estados Unidos alertaram os viajantes para os frequentes crimes violentos, como homicídios, assaltos à mão armada, sequestros e roubos de viaturas, recomendando que não devem ser efetuadas deslocações rodoviárias, fora de Caracas, visitar alguns bairros da capital ou estar a 80 quilómetros ou menos da fronteira com a Colômbia.

"Manifestações ocorrem diariamente, muitas vezes com pouca informação. Geralmente provocam uma forte resposta da polícia e das forças de segurança, que usam gases lacrimogéneo e pimenta, canhões de água e balas de borracha contra os participantes e ocasionalmente servem para saques e vandalismo", acrescentou.

Por outro lado, o alerta indicou que "há escassez de alimentos, água, remédios e materiais médicos em grande parte da Venezuela".

"As forças de segurança prendem arbitrariamente os cidadãos norte-americanos por longos períodos e a embaixada dos Estados Unidos pode não ser notificada da detenção e o acesso consular aos detidos pode ser negado ou severamente adiado", referiu.

Nesse sentido, recomendou "não viajar entre cidades, depois de anoitecer", evitar viajar entre o principal aeroporto do país e a capital, durante a noite, não usar táxis não regulados pelas autoridades aeroportuárias e evitar os multibancos na área do aeroporto.

"Evite protestos. Tenha um fornecimento suficiente de medicamentos de venda e prescrição livre", explicou.

Segundo o alerta, os Estados Unidos têm uma capacidade limitada para prestar serviços de emergência a cidadãos norte-americanos fora de Caracas, uma vez que os funcionários da representação diplomática devem obter autorização especial para viajar para fora da capital venezuelana.

"Viajar entre cidades, de carro, entre as 18h00 e as 06h00 locais está fortemente desaconselhado e, em alguns casos, proibido para funcionários do governo dos Estados Unidos", explicou.

Essa capacidade limitada, segundo o alerta, está ainda em vigor em 37 bairros de Caracas, que são de acesso restrito para o pessoal do governo dos Estados Unidos e suas famílias, por questões de segurança.

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