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Violência explode no Carnaval do Rio sem a polícia presente

Várias pessoas foram perseguidas e espancadas.

Dezenas de turistas e habitantes foram assaltados e brutalmente agredidos durante o fim de semana em vários bairros nobres da cidade brasileira do Rio de Janeiro, no Brasil, durante a folia de Carnaval, sem que a polícia aparecesse para prestar ajuda aos feridos. Os bairros mais visados pelos criminosos foram os de Copacabana, Ipanema e Leblon, onde se encontram alguns dos edifícios residenciais mais caros e alguns dos hotéis mais luxuosos da cidade. Foram realizados assaltos, arrastões e até tiroteios.

Num dos pontos mais visados, os moradores da Avenida Vieira Souto, em Ipanema, relataram o assalto perpetuado por pelo menos 20 pessoas na madrugada desta segunda-feira, com uso de violência por parte dos criminosos. A vaga de assaltos durou cerca de quatro horas, segundo relataram os assustados habitantes, período durante o qual nenhum agente da polícia apareceu, apesar das diversas ligações efetuadas para a central da corporação.

Vídeos gravados pelos próprios moradores dos prédios em frente da praia mostram várias pessoas a serem perseguidas, cercadas e brutalmente espancadas, mesmo quando não reagem, e outras a serem roubadas à porta de hotéis cinco estrelas, sem a intervenção de ninguém de forma a protege-las e ajuda-las. Num dos episódios mais impressionantes, uma jovem chegou a ser arrastada pelos cabelos pelo meio da rua por alguns assaltantes, que se divertiam com a brutalidade.

Outros assaltos, em avenidas, na praia e, mais uma vez, junto a hotéis, ocorreram nos bairros vizinhos, Leblon e Copacabana, durante a passagem de cortejos carnavalescos ou após a dispersão destes. Em Copacabana, um agente da polícia, que estava de folga e se divertia num bloco carnavalesco, deteve um criminoso que o tentou assaltar, mas acabou cercado por outros marginais e, para além de ter ficado sem a carteira e o relógio ainda foi agredido. 

Um turista espanhol que atravessou o oceano para se divertir no Rio revelou aos repórteres locais que estava a fazer todos os possíveis para voltar para Espanha no primeiro voo disponível, depois do terror vivido na chamada "Cidade Maravilhosa". Este, a namorada e um amigo foram assaltados e espancados neste domingo, um dia depois de, num outro episódio assustador, terem sido cercados por um grupo de sem-abrigos que os agrediram, mas não roubaram nada. 

Uma outra vítima, uma turista de Brasília, assaltada igualmente na zona sul quando passava no local uma equipa de reportagem da TV Globo, apelou à jornalista que a ajudasse, pois a polícia não tinha dado atenção aos seus pedidos de ajuda. As queixas contra a ausência de policiamento nas ruas e o desinteresse das autoridades nas esquadras da cidade repetem-se.

Várias pessoas que chegaram às esquadras apavoradas e, muitas delas, feridas, após sofrerem violentos assaltos, tentaram registar uma queixa, mas foi-lhes dito pelos agentes que não era possível, visto que os computadores da corporação não se encontravam a funcionar. Outras vítimas da violência queixam-se de que, quando finalmente conseguiram encontrar um carro da polícia na rua e pediram ajuda, os agentes não as quiseram levar até à esquadra, dizendo-lhes para apanharem um táxi.

Na semana passada, o governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, prometeu o reforço de mais 17 mil agentes nas ruas da capital fluminense durante o Carnaval, mas, à exceção de alguns pontos como o Sambódromo da Sapucaí, raramente se vê um polícia nas ruas. São tão poucos que acabam por se tornar igualmente vítimas, como aconteceu com dois agentes da Polícia Militar no Leblon, que, ao tentarem evitar o roubo de um carro, foram baleados pelos criminosos, mais numerosos e melhor armados. Nenhum destes corre risco de vida. 

A polícia afirmou desconhecer os vários arrastões transmitidos pelas emissoras de televisão. Como estes crimes não existiram de forma oficial, apesar de serem emitidos na televisão,as autoridades afirmam que não podiam fazer nada. 

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