A pátria derramada

Armando Esteves Pereira

A pátria derramada

Na década de 1960, o êxodo fazia-se de comboio para a Europa: "Vi minha pátria derramada na Gare de Austerlitz. Eram cestos e cestos pelo chão. Pedaços do meu país", escreveu Manuel Alegre.
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A pátria derramada

Essa geração da mala de cartão vê agora filhos e netos voltarem a partir. Da Alemanha à Suíça, do Brasil a Angola, milhares procuram o emprego negado cá pela crise. Mas a emigração em massa, particularmente entre as pessoas ativas mais jovens, sendo uma resposta lógica à depressão económica acaba por ser uma certidão de óbito a prazo do País. Sem sangue novo, Portugal vai ficar cada vez mais velho e mais pobre e com menos energia para a retoma económica, cada vez mais sebastiânica.

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3 Comentários
  • De Carlos alberto de Matos Carvalho18.02.13
    Por muito que custe, o futuro da europa está na emigração!
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  • De T.A.18.02.13
    Como é que se fomenta o emprego jovem, como é que se criam empregos para jovens, se aumentam cada vez mais a idade para a reforma, obrigando os velhos a trabalhar mais anos e a ocupar os lugares por muito mais tempo?
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  • De João Manuel Maia Alves18.02.13
    Que é que adianta esta choraminguice quase diária? Oh homem apresente soluções!
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