O fosso da pobreza

Armando Esteves Pereira

O fosso da pobreza

O retrato de Portugal nas estatísticas de riqueza produzida na União Europeia é cada vez mais pálido. O bom aluno dos primeiros anos da adesão deu lugar a um país que se habituou à anemia económica e a descer nas tabelas do nível de vida.
  • 0
  • 0
O passo de caracol da economia a que o país se resignou desde o início do novo milénio levou a que a Grécia, o até então país mais pobre da Europa a 15 , ficasse mais rico. Agora Portugal já não é apenas o último da Europa a 15. Já são 4 países do alargamento (República Checa, Eslovénia, Chipre e Malta) que têm um nível de riqueza superior.
Além da estagnação económica, Portugal sofre de uma grande desigualdade na distribuição do PIB (produto interno bruto) a nível regional. As assimetrias são tão elevadas que Lisboa até é uma região rica à escala Europeia, o Norte, o Centro, o Alentejo e os Açores encontram-se entre as mais pobres. Ou seja, a esmagadora maioria do território português tem um nível de riqueza inferior a 75% da média Europeia.
Se as cidades do Interior não conseguirem captar investimento e população para gerar riqueza, Portugal ficará eternamente condenado a ser um país pobre . E nem a região de Lisboa escapará, porque parte da riqueza contabilizada na capital não existe se não houver mercado no restante território.
Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)