Sacrifício inglório

Armando Esteves Pereira

Sacrifício inglório

Cristiano Ronaldo desistiu do jogo dos derrotados e voou para Madrid.
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O jogo entre o terceiro e quarto lugares é uma aberração. Um sacrifício inútil entre os dois semifinalistas derrotados que só rende à FIFA para cobrar por direitos televisivos.

Ainda por cima, para estes jogadores a época já vai demasiado longa. Depois de um verão de 2016 feliz e com pouco descanso por causa do campeonato europeu, seguiu-se uma longa época que ainda não acabou, quando os grandes clubes já regressam ao trabalho para a nova temporada. E neste jogo nem sequer há a adrenalina e o objetivo de uma conquista inédita. O terceiro lugar no torneio é fraca compensação, mas a derrota e o quarto lugar classificativo serão considerados uma profunda desilusão.

Se a Taça das Confederações já por si é uma competição de discutível interesse, o jogo para o terceiro lugar é um sacrifício inglório.

Por isso Cristiano Ronaldo, que não conseguiu juntar esta taça ao seu currículo, desistiu do jogo dos derrotados e preferiu ir para Madrid ver os gémeos. Uma boa desculpa que preserva a imagem daquele que é candidato à quinta bola de ouro, o troféu que distingue o melhor jogador do mundo. De facto, ninguém merece este sacrifício.
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