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A Lisboa esquecida dos bairros sociais

Assunção Cristas

A Lisboa esquecida dos bairros sociais

Impressionou-me saber que há mais de cem habitações fechadas à espera de obras.
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Por Assunção Cristas|17.11.16
Na segunda-feira, percorri as ruas do bairro social da Cruz Vermelha e entrei nas casas de moradoras que de forma generosa me acolheram. Ouvi as suas preocupações e em muitos casos angústias.

Testemunhei as obras de reabilitação em falta; a humidade, que em vários casos compromete a saúde dos habitantes, nomeadamente crianças; a degradação de alguns edifícios, que possivelmente recomenda uma solução radical, como optar por edifícios novos (em construção parada mesmo em frente) e demolir os antigos.

Impressionou-me em particular saber que há mais de cem habitações fechadas à espera de obras para serem de novo atribuídas. E ouvir como, na aflição do momento, entrar nestas casas é a única solução que várias mães encontram para garantirem um tecto aos seus filhos.

É preciso haver regras, ninguém contesta e os moradores agradecem, mas informação e rapidez têm de ser as palavras de ordem. As regras têm de ser explicadas de forma clara e repetida sempre que há casas a atribuir. E a ação tem de ser rápida: não há justificação possível para uma casa ficar desabitada 4 anos e assim continuar há quase um ano depois de ter tido ocupação abusiva e despejo, como me foi relatado.

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