A catástrofe espreita

Baptista-Bastos

A catástrofe espreita

A União Europeia está moribunda. Nunca demonstrou capacidade de se erguer.
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Por Baptista-Bastos|28.12.16
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Falta pouco para que o ano feche, e o balanço não é nada satisfatório. A inquietação dos povos não pára de aumentar, as guerras e as guerrinhas assolam o planeta e não há dia sem descanso e sem que o medo assole as nossas pequenas vidas.

O Daesh não é, apenas, uma terrível reprodução do mal: é a expressão demoníaca do poder do homem. E o rasto de sangue e de inquietação que deixa atrás de si permitem admitir que o seu lastro não terminará com brevidade.

A União Europeia está moribunda. Nunca demonstrou uma capacidade de se erguer e manter como os seus fundadores desejavam. É impossível, e o tempo o provou haver uma relação de afecto e de entendimento num conjunto de vinte e oito nações, marcadas a lacre por desentendimento históricos e verdetes assinalados por guerras e destruições maciças. A cultura daqueles países é não só diversa como assinalada por guerras e desacertos, que os conflitos registados marcaram sem solução.

Como assinalou o filósofo grego Theo Mingote «a união na Europa, como, de resto, no mundo, é praticamente impossível pela natureza intrínseca de cada país.» E pelos ódios ancestrais, nascidos dos conflitos insanáveis que opõem as nações. O renascimento da ideia do Califado pôs a descoberto a tese de que ódio velho não cansa. E enquanto as armas e as ideias forem estimuladas pelos ressentimentos e pelas hegemonias, as batalhas ideológicas terão sempre um fim infeliz.

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