Afrontas ao que somos

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Dinheiros turvos e gente inclassificável tornaram-se proeminentes.
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Por Baptista-Bastos|07.12.16
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Há qualquer coisa de trágico e de vulnerável nesta roda do tempo. Tudo parece inclinado ou, pelo menos, muitas coisas parecem encaminhadas para um absurdo esquecimento. A hierarquia do dinheiro, o desaparecimento de valores essenciais, o esquecimento daqueles que marcaram o tempo, estão na ordem do dia.

E, no entanto, é preciso não permitir que o efémero se transfira para o essencial; que o poder do dinheiro não ofusque a dignidade individual de cada um. Os recentes episódios ocorridos na Caixa Geral de Depósitos, o conhecimento das importâncias atribuídas como ‘vencimentos’ aos seus administradores elevam-se ao nível da indignidade.

Entretanto, a Imprensa portuguesa foi caminhada por pessoas de baixa classificação moral e profissional. O que, mesmo durante o fascismo santa-combadense, era entendido como afronta, as suas consequências tornaram-se aparentemente ‘normais’.

Dinheiros turvos e gente inclassificável tornaram-se proeminentes numa sociedade que se degradou e se deixou arrastar para um tempo dúbio e inquietante. As televisões são o que são, tornadas numa amálgama de imbecilidades, com a proeminência do futebol tido e interpretado como pão para toda a jornada.

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