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Os avisos de Soares

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Os avisos de Soares

Soares avisou-nos de que a liberdade não era um bem permanentemente adquirido.
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Por Baptista-Bastos|11.01.17
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Acompanhei, na medida das minhas possibilidades, as cerimónias que assinalaram a morte de Mário Soares. Um momento grande e muito significativo daquilo que, realmente, o político português significava no coração do povo.

O povo, tantas vezes presente quando as coisas tocam os seus sentimentos mais elevados, e tão ausente quando deseja manifestar que certas coisas impostas não lhe dizem respeito. Não me recordo de ter assistido, durante a minha vida, a tal manifestação de presença comovida, e a semelhante demonstração emocional de sentimentos.

Soares representa o fim de um ciclo. Abandonada, por indesejável, a pressão insuportável de um tempo tão desprezível quanto cuidadosamente defendido, pelas classes possidentes, parecia não haver alternativa ao que se nos tinha sido imposto.

Soares percebeu muito bem o que se nos preparava, tanto mais que a Europa demonstrava estar disposta a admitir uma outra ordem. O que se vê, por aí, é a confusão quase generalizada, uma nova geração demonstrativa de que se está marimbando para a defesa dos valores do equilíbrio moral.

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