Guerra na Ordem

Carlos Anjos

Guerra na Ordem

Os enfermeiros, classe de gente com ética e honra, mereciam mais.
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Por Carlos Anjos|10.03.17
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Tenho entre os meus melhores amigos alguns enfermeiros. Tenho pela profissão que desempenham um profundo respeito, sendo credores dos maiores elogios por parte dos portugueses, pois em muito são eles os responsáveis pelo facto de o Serviço Nacional de Saúde ainda não ter colapsado.

Esta classe é composta por gente de ética e honra elevadas, que trabalha muitas vezes para lá do limite do humanamente exigido, a troco de salários baixos. Não mereciam, pois, que aqueles em quem confiaram, entregando-lhes o comando da sua Ordem Profissional, a tivessem transformado num caso de Polícia. Há muito que a guerra instalada na Ordem anunciava o que aí vinha.

Agora, ocorreram as esperadas buscas às instalações da Ordem, num processo onde se investigam crimes de falsificação de documentos, peculato e abuso de poder. Desta vez, o lesado não é o Estado, mas os próprios enfermeiros, que com as quotas que pagam contribuem para o orçamento da Ordem.

A ser verdade, é muito grave, porque aqueles que foram eleitos não eram credores da confiança que os seus pares neles depositaram. Os enfermeiros portugueses não mereciam isto – e muito menos ver a sua Ordem nesta guerra. 
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