A contra reforma

Carlos Garcia

A contra reforma

Trabalhamos em horas o equivalente a um mês a mais por ano.
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Por Carlos Garcia|14.02.16
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Muito se tem discutido sobre a reversão dessa "reforma" do governo anterior, o regresso às 35 horas de trabalho na Função Pública. Para os servidores do estado, foi um direito, cuja ablação somou a todas as outras (cortes de vencimento, aumento de descontos para a CGA e ADSE) e ao "colossal aumento de impostos".

Para a Polícia Judiciária, a aplicação das 40 horas não teve qualquer impacto, porque o horário de trabalho dos investigadores criminais é prestado onde e quando a investigação o exige o que significa trabalhar o que for necessário, enquanto for necessário.

Uma fórmula "revolucionária", inventada há 30 anos, calcula-nos o valor desse trabalho por 1/3 do nosso valor hora, quer se trate de dias normais ou dias de descanso.

E, mesmo em serviço de Piquete ou Prevenção, trabalhamos em número de horas o equivalente a um mês de trabalho a mais por ano, sem qualquer pagamento e sem nos reconhecerem esse facto.

Por isso, o verdadeiro impacto das 40 horas foi a desconsideração pelo profissionalismo dos investigadores criminais já que, no absurdo regime de trabalho na PJ, não basta o que já trabalhamos de "borla": Querem mais uma hora por dia. Nas vidas da noite, isto tem um nome....
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