Falta de carreira

Carlos Garcia

Falta de carreira

É urgente alterar o modelo de avaliação e progressão na PJ.
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Por Carlos Garcia|17.01.16
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É alarmante a crescente desestruturação da hierarquia da Polícia Judiciária. Ora, é precisamente essa estrutura, com os seus três patamares de decisão e supervisão, que garante estabilidade e solidez à sua ação. O recurso à acumulação de chefia e, sobretudo, à nomeação de chefias provisórias para suprir essas carências, meios excecionais que têm vindo a ser usados como regra, têm constituído um sério e perturbante elemento desequilibrador suscetível de vir a provocar perdas na qualidade das investigações criminais. A discricionariedade na nomeação dessas chefias provisórias e a falta de transparência, resultante de um habilidoso contorno da lei para manter essa nomeação por largos anos, não dignificam a PJ nem os nomeados.

Acresce que as fórmulas utilizadas nos processos concursais, as mesmas de há trinta anos, são geradoras de injustiças, desconfianças e instabilidade, nas quais nenhum investigador criminal se revê e são por isso objeto de múltiplas ações judiciais destinadas a repor a veracidade ou justiça das suas conclusões. É urgente por isso alterar o modelo de avaliação e progressão na carreira dos investigadores criminais e reforçar a solidez da estrutura da própria carreira!
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