Gianni Tonelli

Carlos Garcia

Gianni Tonelli

Polícia italiana desencadeou onda de repressão contra sindicatos.
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Por Carlos Garcia|06.03.16
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O secretário-geral do Sindicato Autónomo de Polícia italiano, Gianni Tonelli, nosso companheiro no Conselho Europeu de Sindicatos de Polícia, é um homem afável, de uma enorme delicadeza de trato, divertido, um idealista, um sindicalista convicto e daquelas raras inteligências (intelectual e emocional) capazes de encontrar soluções miraculosas para as crises mais complexas que atingem as organizações.

Pois bem, este homem, que demonstra no dia a dia um grande amor pela vida, vai já no seu 44º dia de greve de fome, agonizando, em grande sofrimento físico, como forma de protesto contra uma onda vergonhosa de repressão que a direção da polícia italiana desencadeou sobre inúmeros sindicalistas (castigos disciplinares com suspensões e salários reduzidos a metade) que ousaram denunciar uma política cega de cortes orçamentais, que colocam em causa a operacionalidade da polícia italiana, a segurança do país e, reflexamente, a segurança europeia.

"Alimento-me quando o presidente da República intervir", disse. Do presidente Mattarella, do PM Renzi e do ministro Alfano, a reação tem sido só silêncio e indiferença, um comportamento indigno e "terceiro-mundista" que lhes poderá vir a pesar na fraca consciência.
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