Mas será desta?

Carlos Garcia

Mas será desta?

PJ não pode ser refém das ideias irrealistas da sua Direção Nacional.
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Por Carlos Garcia|07.02.16
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As palavras da Ministra da Justiça, no Parlamento (a 2 de fevereiro), foram entendidas na PJ como uma luz ao fundo do túnel. Com agrado ouvimo-la admitir que a PJ necessita de um grande reforço de meios materiais e humanos e de uma maior "capacitação" com "condições de ação indispensáveis ao combate ao crime tradicional, violento, organizado, com particular enfoque no terrorismo, na cibercriminalidade, no crime económico e nos crimes contra a liberdade e a autodeterminação sexual.

Alivia-nos não a saber alinhada na estratégia securitária dominante, de confinamento da PJ ao crime económico, golpe fatal para uma polícia politicamente condenada a uma "morte lenta", ironicamente, por ser uma das poucas instituições eficazes do Estado.

Reconheceu a especificidade da carreira policial da PJ, que não pode continuar refém das ideias irrealistas da sua Direção Nacional, o que nos conduz à petição da ASFIC-Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da PJ, nas mãos do Parlamento, para excluir os polícias e pessoal da cena de crime da estrita aplicação da lei geral do trabalho, para que seja possível requalificar dignamente o estatuto socioprofissional deste pessoal que tão maltratado tem sido pelo poder político.
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