‘A jangada energética’

Carlos Moedas

‘A jangada energética’

Deve encher-nos de orgulho ver Portugal a liderar um grupo de países mais ricos e populosos.
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Por Carlos Moedas|03.08.18
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José Saramago imaginou, no seu livro ‘A Jangada de Pedra’, a separação da Península Ibérica do resto do continente europeu, isolada e à deriva no oceano.

Portugal e Espanha estão bem ancorados ao resto da Europa, mas há uma área em que de facto somos uma jangada de pedra: a energia. A falta de interligações energéticas com França levou a preços mais elevados de energia na Península Ibérica e grandes limitações nas nossas exportações de energia.

A cimeira que teve lugar em Lisboa, no passado dia 27 de julho, foi o culminar de um processo que Portugal liderou e que veio mudar este paradigma. Tudo começou quando Pedro Passos Coelho, contra tudo e contra todos, no Conselho Europeu de outubro de 2014, exigiu que as metas para as interligações energéticas entre a Península Ibérica e França passassem de declarações de intenção a metas vinculativas.

Ameaçou, mesmo, bloquear a aprovação nesse Conselho Europeu do terceiro pacote legislativo de energia e clima se tal não acontecesse. Essa decisão é hoje aceite como um dos pilares fundamentais na criação de um verdadeiro mercado único de energia. Para que o assunto continuasse na agenda política, Portugal propôs então uma primeira cimeira sobre as interligações, que teve lugar em março de 2015, na qual se apresentaram projetos concretos para atingir a meta dos 10% nas interligações.

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