Refugiados - Um dever de todos

Carlos Moedas

Refugiados - Um dever de todos

A solução para a crise dos refugiados existe, mas parece que os países da UE não a querem ver.
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Por Carlos Moedas|22.06.18
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A 21 de julho de 1979, em Genebra, numa conferência das Nações Unidas sobre a crise dos refugiados na Indochina, o vice-presidente norte-americano Walter Mondale recordava uma outra conferência que tinha tido lugar perto dali 41 anos antes. Falava da conferência de Evian de 1938, na qual 32 países se juntaram para discutir como ajudar os refugiados judeus que fugiam do terror nazi.

Disse então: "O mundo civilizado escondeu-se atrás de argumentos jurídicos. Dois países disseram que já tinham atingido o nível de saturação de refugiados judeus. Quatro países disseram que só aceitavam receber trabalhadores agrícolas experientes. Um país só aceitava imigrantes batizados.

Três declararam que os intelectuais e comerciantes eram indesejáveis. Um país temia que a chegada de judeus gerasse antissemitismo."

Felizmente o mundo é hoje muito diferente de 1938. Mas a crise dos refugiados dos últimos anos apanhou a Europa desprevenida. As regras atuais determinam que o primeiro país em que o refugiado entra é o único competente para examinar o pedido de asilo, o que fez com que a Grécia e a Itália ficassem responsáveis pela maior parte das pessoas que chegavam à sua costa. Esta situação é de grande injustiça porque o problema não pode ser apenas destes países. O Problema é nosso; temos de o resolver, e a solução passa por aplicar o princípio da solidariedade.

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