Trabalho precário

Eduardo Cabrita

Trabalho precário

Passos Coelho conseguiu que o trabalho precário se tornasse a regra até aos 35 anos.
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Por Eduardo Cabrita|29.10.15
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Todos sabemos que o emprego garantido para a vida é uma realidade ultrapassada e que a mobilidade, a polivalência e a abertura a novos desafios são qualidades a valorizar. O acomodamento a certezas inquestionáveis tolda a criatividade e o espírito de iniciativa.

Daí não resulta que a incerteza, a total precariedade e a fragilidade perante as suscetibilidades da conjuntura económica e as prepotências hierárquicas devam moldar uma vivência desejável nas relações pessoais e profissionais.

Entre a praça da jorna da compra da força de trabalho próxima da servidão e a carreira garantida com promoções por antiguidade até à reforma, há um mundo por construir na defesa da dignidade do trabalho com direitos.

Entre as marcas da selvajaria social dos quatro anos do PREC de direita, que lançou as sementes dos, até há semanas, impensáveis tempos políticos que estamos a viver, conta-se o desprezo pela dimensão social do trabalho, do qual se passou a falar como custo de contexto, ou das reestruturações que substituíram os despedimentos.

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