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Por F. Falcão-Machado |17.02.17
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Há que ver como vai a nova Administração norte- -americana tratar uma questão que toca vastos interesses religiosos. Trata-se da aplicação da controversa Lei da Liberdade Religiosa (Religious Freedom Restoration Act).

Num país que ostenta desde a sua fundação a liberdade como uma das suas bandeiras, não deixa de ser irónico que ainda se discuta tal tema. O problema, porém, não é simples. O que está em causa é a interpretação da chamada objeção de consciência à luz dos princípios constitucionais norte-americanos. As dúvidas surgem quanto aos limites desse direito em casos que afetam serviços públicos, como são os da IVG ou os do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Por outro lado, esse tipo de opções costuma afetar os financiamentos públicos de entidades como escolas ou hospitais de instituições religiosas. E até agora, quer os tribunais quer o próprio episcopado local têm defendido óticas diferentes.

Aquando da tomada de posse de Donald Trump, o cardeal Timothy Dolan, de Nova Iorque, oficiou a cerimónia com uma leitura do Livro da Sabedoria. Esperemos que tão virtuosa leitura inspire o novo presidente se ele tiver de assinar uma ordem executiva sobre a matéria...
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