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Assentar praça

Fernanda Cachão

Assentar praça

Duvidamos que o ministro da Defesa saiba o que significa a expressão "assentar praça".
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Por Fernanda Cachão|14.09.17
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Duvidamos que o ministro da Defesa saiba o que significa a expressão "assentar praça", podendo até mesmo ao lê-la achar que, por gralha na gráfica, caiu o ‘na’ mais a palavra que dizia o que lá, algures, poderia ficar depositado.

Serve esta charla para introduzir o tema da entrevista de Azeredo Lopes sobre o roubo dos paióis de Tancos, tema que a par do incêndio de Pedrógão, arrefeceu o verão do governo e ainda continua a fazer soprar um vento de levante que é aquele que faz levantar nas praias a bandeira amarela.

A quem tenha passado desapercebida a resposta do ministro, Azeredo disse: "não sei se alguém entrou em Tancos. No limite, pode não ter havido furto"; e que "não posso garantir que não haja mais furtos a instalações militares"; e ainda que "não quero saber se foi A ou B, se foi de dentro ou de fora, o que sei é que material que estava à guarda do Exército desapareceu"; e ainda "eu não sou investigador criminal", mas isso já imaginávamos.

Azeredo Lopes deveria ter feito como certos sábios alentejanos: procurar a sombra na praça mais próxima, assentar lá os ossos e dormir, queixo para baixo, boca fechada.
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