O pai que embala o berço

Fernanda Palma

O pai que embala o berço

O homicídio ocorreu num subúrbio triste de Lisboa.
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Por Fernanda Palma|12.04.15
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Um jovem desempregado, alcoólico e provavelmente toxicodependente, terá matado à facada o filho, Henrique, de cinco meses, do qual estava a tomar conta enquanto a sua companheira (e mãe da criança) trabalhava.

O homicídio ocorreu num subúrbio triste de Lisboa. A motivação do arguido, que está preso preventivamente, terá sido vingar-se da mãe da criança, a quem o agente anunciou telefonicamente o seu crime.

Neste crime, existe um cocktail de fatores a que pode acrescer uma doença psíquica mais ou menos acidental. Não é um crime típico de violência doméstica, revelando um padrão de comportamento associado a infanticídios cometidos por mulheres. Trata-se de uma espécie de síndroma de Medeia, em que um dos progenitores mata o filho para fazer sofrer o outro. Segue-se, por vezes, o suicídio tentado ou consumado.

Este infanticídio revela que a mente humana é de uma fragilidade extrema e que a base da normalidade dos afetos pode desmoronar-se de um momento para o outro, sobretudo quando se associam vários fatores críticos. Mas os jovens pais desempregados, alcoólicos e em processo de separação não matam, na sua maioria, os filhos, apesar dos quadros de violência doméstica contra crianças associados a essas situações.

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  • De  Anónimo 12.04.15
    Professora o seu artigo é muito ilustrativo do Portugal que temos hoje onde podemos encontrar paralelo nos lideres do Governo. Estará certamente recordado que o PM" não tinha consciência da dívida á Segurança Social e sobre o que recebeu das empresas onde trabalhou" Será que este suposto pai teria consciência do que fez? Como sempre o exemplo vem de cima. Leiam o Robert O´hare " Without Conscience" assim entenderemos melhor ....<br/><br/>
1 Comentário
  • De  Anónimo 12.04.15
    Professora o seu artigo é muito ilustrativo do Portugal que temos hoje onde podemos encontrar paralelo nos lideres do Governo. Estará certamente recordado que o PM" não tinha consciência da dívida á Segurança Social e sobre o que recebeu das empresas onde trabalhou" Será que este suposto pai teria consciência do que fez? Como sempre o exemplo vem de cima. Leiam o Robert O´hare " Without Conscience" assim entenderemos melhor ....

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