"Je suis prêtre"

Fernando Calado Rodrigues

"Je suis prêtre"

A indignação do "Je Suis Charlie" não se verificou agora com a degolação de um padre.
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Por Fernando Calado Rodrigues|29.07.16
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O ataque a uma igreja em França e o assassinato do padre Jacques Hamel culminam uma série de atentados a símbolos da cultura francesa e ocidental. O primeiro, desta série, atingiu o ‘Charlie Hebdo’ e foi lido como um ataque à imprensa satírica e à liberdade de expressão.

Levou muitas pessoas a declararem-se "Je suis Charlie". Seguiu-se-lhe o ataque a um concerto de rock e a um jogo de futebol (este falhado), dois símbolos da diversão que congregam multidões. Ambos tiveram uma cuidada planificação – e uma clara ligação ao Daesh.

Já o ataque de Nice partiu da iniciativa de alguém transtornado que os terroristas muçulmanos se apressaram a reivindicar, apesar de em nada terem contribuído na sua planificação e execução, a não ser fornecer inspiração.

Acabou, mesmo assim, por atingir dezenas de pessoas que festejavam o dia nacional de França, celebrando os valores da fraternidade, igualdade e liberdade: os valores da revolução francesa, os quais, curiosamente, estiveram na génese da última grande perseguição religiosa na Europa, com a morte de muitos religiosos e a profanação de igrejas. Também em Portugal, nas lutas liberais e na implantação da República, se passaram coisas semelhantes.

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