Por Fernando Calado Rodrigues|05.08.16
  • partilhe
  • 0
  • 1
O Papa Francisco não se comporta como alguns líderes políticos. As promessas que faz são para cumprir. As suas palavras não são de circunstância, têm consequências.

No passado dia 12 de maio, perante as superiores das congregações religiosas reunidas em Roma, assumiu o compromisso de criar uma comissão para estudar se, no passado, as mulheres já terão sido ordenadas diaconisas. Outras igrejas cristãs já deram esse passo, com base na convicção de que na Igreja primitiva elas teriam sido ordenadas, nomeadamente na administração do batismo a senhoras. Esta terça- -feira, o Papa nomeou a comissão que fará esse estudo e poderá abrir a possibilidade da ordenação de mulheres na Igreja Católica.

Desde o início do seu pontificado, Francisco tem-se empenhado em promover o papel da mulher e a sua participação nas instâncias de decisão da Igreja. Já disse que essa dignificação da mulher não passa necessariamente pelo acesso à ordenação. Contudo, apesar de não ser essa a sua opinião, não só não se opõe a que o assunto seja debatido, como ele próprio promove esse debate.

A comissão que irá fazer o estudo tem uma composição curiosa. Dos 12 elementos que a constituem, metade estão ligados a instituições romanas e os outros são provenientes de diversos organismos espalhados pelo mundo. Os peritos escolhidos pelo Papa são também em igual número de homens e de mulheres.

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)