Os novos cardeais

Fernando Calado Rodrigues

Os novos cardeais

Este Papa não nomeia em função das prerrogativas do passado, mas do perfil pastoral.
  • 0
  • 12
Por Fernando Calado Rodrigues|14.10.16
  • partilhe
  • 12
  • 0
O Papa Francisco anunciou este domingo a criação de 17 novos cardeais no consistório que se realizará a 19 de novembro, na vigília do encerramento da Porta Santa do Ano da Misericórdia.

Quatro dos cardeais agora nomeados ultrapassaram os oitenta anos, pelo que já não poderão participar na eleição do Papa. Um deles é um sacerdote arménio, perseguido pelo regime comunista que proclamou a Albânia como "o primeiro estado ateu no Mundo". O P. Ernest Simoni, agora com 88 anos, foi sujeito a trabalhos forçados entre 1963 e 1990. O seu testemunho emocionou Francisco durante a visita à Albânia em setembro de 2014, que agora decidiu conceder-lhe o título cardinalício.

Esta não é uma novidade de Francisco. Já no consistório de 26 de novembro de 1994, João Paulo II fez cardeal Mikel Koliqi, ele um sacerdote albanês perseguido pelo comunismo.

Com mais esta nomeação de Francisco, continua a verificar-se a tendência de universalização do colégio cardinalício iniciada por Pio XII. Desde então, tem vindo a diminuir o número de cardeais italianos e europeus e a aumentar o dos oriundos de outras geografias. Dos 13 cardeais com menos de 80 anos, três são europeus, três da América Latina, três dos Estados Unidos, dois africanos, um da Ásia e outro da Oceânia. Isto traduz bem a preocupação de Francisco em nomear cardeais dos cinco continentes.

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)