Por Fernando Calado Rodrigues|22.07.16
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O Papa Francisco já reconheceu por diversas vezes que a mulher é marginalizada na Igreja e tem-se empenhado em corrigir esta situação. Por isso, tem introduzido algumas inovações, de caráter simbólico, em tradições multiseculares. Foi o caso de admitir mulheres no lava-pés ou a promoção da festa da celebração litúrgica de Sta. Maria Madalena, que acontece hoje pela primeira vez.

Na Igreja, as celebrações litúrgicas podem ter quatro categorias. As datas com menor relevância são celebradas como memória facultativa – o celebrante pode mencioná-las ou não; as que têm uma relevância maior são memória obrigatória para todo o mundo.

Há ainda a classificação de "festa", para as celebrações mais importantes, e de "solenidade", para as datas mais significativas para os católicos, como celebrar S. Pedro e S. Paulo, o Corpo de Deus ou o Natal. Sta. Maria Madalena foi elevada de memória obrigatória à categoria de festa. Recentemente, o Papa tomou outra decisão que promove a mulher no seio da Igreja.

Para substituir o diretor da Sala da Imprensa da Santa Sé, o P. Federico Lombardi, escolheu dois jornalistas: o norte-americano Greg Burke, como diretor, e a espanhola Paloma García Ovejero, como vice-diretora. Pela primeira vez, uma mulher vai desempenhar as funções de porta-voz do Papa.

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