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A vez do Parlamento

Fernando Medina

A vez do Parlamento

Não há qualquer razão política para o Presidente da República não dar posse a um Governo com apoio maioritário.
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Por Fernando Medina|28.10.15
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Depois de indigitado como Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho teve na eleição de Ferro Rodrigues para Presidente da Assembleia da República um primeiro sinal claro de que não encontrará no Parlamento apoio maioritário.

O segundo sinal deu ontem o próprio Passos Coelho, com a lista de nomes para o seu Governo, pois o recrutamento feito com base no atual Executivo e no Parlamento é um sinal claro de descrença no futuro. A terceira e definitiva confirmação virá com probabilidade dentro de dias, com a aprovação conjunta de uma moção de rejeição ao programa de Governo.

Este é, pois, o tempo do Parlamento.

Na noite das eleições, António Costa foi muito claro: "Ninguém conte connosco para formar uma maioria do contra. O PS não inviabilizará um Governo se não tiver um Governo para viabilizar." Portanto, se o Governo minoritário da PàF não entrar na plenitude de funções, é porque o Parlamento encontrou uma solução de Governo alternativa, mais estável e durável, compatível não só com a maioria que quer respeito pelos compromissos internacionais de Portugal, mas também com a maioria que deseja mudanças nas políticas económicas e sociais.

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