Abril em Portugal

Fernando Medina

Abril em Portugal

Temos de aproveitar o facto de ainda termos alguns antifascistas para contar às novas gerações de portugueses como era viver sem liberdade.
  • 0
  • 242
Por Fernando Medina|26.04.17
Há quem questione o sentido de continuar a celebrar o 25 de Abril ao fim de 43 anos e com uma democracia consolidada. Num momento em que mais de metade da população portuguesa nasceu depois do 25 de Abril, ou não tem a memória da ditadura e a experiência da Revolução dos Cravos, parece-me absolutamente crítico recordar o caminho feito e aproveitar a data para projetar o futuro.

Felizmente, como foi lembrado nos vários discursos da Assembleia da República, não temos entre nós uma ameaça de extrema-direita relevante. Mas não podemos ignorar o que se passa à nossa volta, numa Europa cada vez mais interdependente. A democracia é uma conquista diária, nunca a podemos dar por adquirida.

Temos de aproveitar o facto de ainda termos alguns antifascistas vivos para contar às novas gerações de portugueses como era viver sem liberdade. Como disse Manuel Alegre, ontem citado por Ferro Rodrigues, a vitória da memória sobre o esquecimento é essencial à democracia!

Celebrar serve também para avaliar o caminho feito e perspetivar o futuro. Certamente nem tudo correu bem nestes 43 anos de democracia. Mas é impressionante a diferença entre o Portugal da ditadura e o Portugal dos direitos cívicos, políticos, económicos e sociais em que hoje vivemos.

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)