Boas notícias da Universidade

Fernando Medina

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Subida sustentada da produção científica nos rankings internacionais é uma mudança estrutural.
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Por Fernando Medina|31.05.17
Nas últimas semanas o País tem recebido muito boas notícias da economia. Foram os dados do crescimento, do desemprego ou a saída dos défices excessivos. Mas nas últimas semanas passaram mais despercebidos indicadores que são tão ou mais importantes para o nosso futuro. Refiro-me à subida sustentada da produção cientifica nos rankings internacionais. É uma mudança estrutural, que nos mostra muito do que progredimos em matérias como a educação, ciência e inovação, e acima de tudo pelo que nos revela sobre o reforço da nossa capacidade de competir no futuro.

A Universidade de Lisboa lidera a lista das instituições nacionais no ranking de Leiden, que mede a produção cientifica e a sua relevância, encontrando-se na posição 117º a nível mundial e 31º a nível europeu. Já a Universidade do Porto encontra-se em 143º e 40º, enquanto Coimbra está em 349º entre as melhores universidades mundiais e em 123º quando consideramos apenas as europeias.

O que isto nos diz é que um país cujas instituições do ensino superior nem apareciam nas classificações internacionais há uma dúzia de anos, tem neste momento duas Universidades (Lisboa e Porto) entre as 50 melhores da Europa e uma delas, a de Lisboa, a bater à porta do top 100 mundial. Para que se perceba ainda melhor a dimensão da transformação em curso, basta ver que, há quatro anos, a Universidade de Lisboa estava fora do top 500 mundial e a do Porto encontrava-se longe das 400 melhores.

O ranking mostra a Universidade de Lisboa a subir continuamente a nível europeu e mundial desde 2014, num salto de quase 400 lugares em 4 anos, nomeadamente nas áreas da biomédica e ciências da saúde e nas ciências sociais e humanidades. Na matemática, a Universidade de Lisboa está no 5º lugar europeu e 50 a nível mundial; na vida e ciências da terra, em 10º lugar na Europa e 56º a nível mundial; nas ciências físicas e engenharia, no 12º lugar na Europa e 82º no mundo; na área da vida e ciências da terra, matemática e ciências físicas e engenharia, a descer a nível mundial mas a subir a nível europeu.

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