Crime dentro de portas

Fernando Medina

Crime dentro de portas

Indicadores mostram que estamos muito longe de poder afirmar que estamos a caminhar para a erradicação desta vergonha social.
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Por Fernando Medina|05.04.17
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Mais de 32 500 pessoas foram vítimas de violência doméstica no nosso país. 80% destas vítimas são mulheres, 85% dos agressores são homens, mais de 70% das vítimas são ou foram cônjuges e companheiros dos agressores, 30% da violência doméstica teve como alvo filhos, pais, avós ou outros membros da família.

Os dados do Relatório de Segurança Interna relativo ao ano de 2016, que acaba de ser publicado, impressionam pela dimensão deste fenómeno. Trata-se da violência levada a cabo no seio da família, por aqueles de quem um ser humano legitimamente espera proteção e afeto. E é uma violência que assume diferentes formas: física, psicológica, económica ou social.

É verdade que estes dados (e o facto de terem crescido no último ano) não permitem concluir que estamos perante um aumento da violência doméstica. Hoje, felizmente, há mais denúncias, fruto da evolução da legislação e do importante trabalho de muitas instituições que atuam na área do direito das vítimas.

Mas a verdade é que vários indicadores mostram que estamos muito longe de poder afirmar que estamos a caminhar com passos firmes para a erradicação desta vergonha social.

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