Humanos?

Fernando Sobral

Humanos?

No novo disco, os Gorillaz rodeiam-se de nomes sonantes.
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Por Fernando Sobral|13.05.17
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Os Gorillaz são um grupo que se coloca na ténue fronteira que separa a ficção da realidade. Ou, se quisermos, as imagens reais das ilustrações. É esse o feito genial de Damon Albarn (que começou por ser a face dos Blur) e de Jamie Hewlett (o criador da banda desenhada ‘Tank Girl’).

Quando o projecto surgiu, em 2000, não era difícil definir o que movia Albarn: todas as estrelas rock, no auge do sucesso, sentem um desconforto com o mundo que se criou à sua volta. E por isso desejam uma ruptura.

Os Gorillaz, pela novidade, eram isso. E cumpriram esse desígnio ao longo de anos. Albarn era uma das faces mais visíveis da Britpop. E nos Gorillaz a crítica era evidente: figuras animadas substituíam os habituais músicos humanos. Esse universo está presente neste novo álbum, ‘Humanz’, que não por acaso substitui o ‘s’ de ‘Humans’ por um ‘z’ no final.

O próprio Albarn dizia: "Ainda somos humanos? O que é que somos?" Todo o disco está repleto de um olhar crítico sobre a sociedade actual. E, como se não bastasse, Albarn rodeia-se de muitos nomes sonantes, de Grace Jones a Jean-Michel Jarre (escute-se ‘Momentz’), evocando o mundo sem fronteiras musicais dos Gorillaz.

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