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Francisco José Viegas

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Mario Vargas Llosa esteve no Centro Cultural de Belém para falar do seu novo livro.
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Por Francisco José Viegas|10.10.16
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Mario Vargas Llosa esteve no Centro Cultural de Belém para falar do seu novo livro, ‘Cinco Esquinas’. Na verdade, para falar de literatura e do que ela pode fazer por nós. Não do que este ou aquele livro podem contribuir para "a nossa formação" ou, ainda pior do que tudo, "para sermos melhores cidadãos" (uma parvoíce alimentada por gente que detesta literatura) – mas porque cada livro nos leva a fazer escolhas. A forma apaixonada como falou de ‘Madame Bovary’, de Flaubert, ou de ‘Os Três Mosqueteiros’, de Alexandre Dumas, mostra como a memória de um livro continua a revelar, muitos anos depois, a mesma paixão da primeira leitura. Só que, com o tempo, a paixão por um livro transforma-se num fragmento de sabedoria e conforto – razão porque as primeiras leituras da nossa vida são fundamentais. Não, não ficaremos "melhores", não seremos "melhores", não seremos "superiores" – é preciso precavermo-nos contra a vaidade e a arrogância das "pessoas da cultura". Mas, conhecendo o mundo que vem nos livros, seremos tentados a fazer escolhas cada vez mais difíceis.

Citação do dia
"Catarina Cartins trouxe à política as técnicas de teatro da sua juventude"
Octávio Ribeiro ontem, no CM

Sugestão do dia
Orwell - Em 1934, ‘Dias Birmaneses’, de George Orwell (Relógio d’Água), podia ser visto como uma denúncia do sistema colonial e do racismo – mas é, além disso, um romance decisivo para a sua carreira.
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