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Por Francisco José Viegas|16.02.17
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Bons tempos os de antigamente. Havia pilhas de documentos. E, havendo documentos, havia documentalistas, estenógrafos e estenógrafas, datilógrafas e datilógrafos, audições solenes e sombrias, especialistas em dactiloscopia e caligrafia, bilhetes rasurados, análises de papéis e de cronografias - um bom tempo.

Era o tempo em que os meus pais me inocularam o vício da caneta de tinta permanente. Hoje, nas comissões parlamentares e nos circuitos do poder e dos média, fala-se de emails e sms que passam apenas pelo filtro do digital - e que, por amor às florestas e à privacidade, não podem ser impressos.

Por isso, detetar as "fontes" que atestam a existência de uma mensagem ou de um email, ou espalham um documento digital, é trabalho insano: multiplicam-se a uma velocidade estonteante. Tanto pode ser o Presidente da República, um ministro, um alto quadro da banca - como um ‘hacker’ divertido. Ou fanático do Facebook. Proibir a divulgação de um documento, hoje, é impossível. Naquele tempo de antigamente havia papéis, sim - e cavalheiros. Até na política.

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Citação do dia: Há muito tempo bastava a palavra de um homem para se fazer um acordo, Armando Esteves Pereira, ontem, no CM.

Sugestão do dia: Filosofia e vida
Ao contrário do que dizem os "otimistas históricos", a ideia de felicidade é recente na filosofia e cultura ocidental. Vale a pena ler ‘A Arte da Vida’ (Relógio d’Água), do desaparecido Zygmunt Bauman.
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