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Por Francisco José Viegas|20.03.17
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Os europeus acham que a Europa é um modelo para todo o mundo (o que não deixa de ser um ponto a seu favor) – e que isso lhes basta para serem respeitados. Um pouco mais até: venerados. Daí que achem absurdo tudo o que se passa para lá das suas fronteiras e das suas ideias adquiridas.

Por exemplo: Recep Erdogan, que perora e manda como quer às fronteiras da velha Europa, é absurdo; mais tarde ou mais cedo, a sensatez chegará ao Bósforo e o Erdogan que conhecemos das últimas semanas voltará ao redil, a Turquia entrará na União, a imprensa voltará a ser livre e os europeus serão de novo abraçados nos bares escuros de Istambul. A ideia de que há uma ‘sensatez geral’ que impede os ‘absurdos’ tem as suas explicações.

Por exemplo, Maquiavel, o mestre dos mestres, diz que, desde que se garanta um módico de honra e de bens às pessoas, estas deixarão de pensar. Os europeus são especialistas nesta arte – a de deixar de pensar. Daqui a alguns anos, com mais uns Junckers e uns Schultz, a Europa será totalmente irrelevante.

E os europeus continuarão a não perceber que estão a perder a guerra.
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