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O vigário-geral de Coimbra proibiu João Maria de cantar nas igrejas. É um direito. Mas está muito mal explicado.
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Por Francisco José Viegas|21.03.17
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Talvez seja importante saber o que se passa em Castanheira de Pera, onde existe um Coro de São Domingos que canta durante as missas. A hierarquia da igreja católica (a vigararia de Coimbra) e o padre local afastaram o seu 'maestro', João Cláudio Maria, um rapaz de 21 anos, crê-se que por ser gay, embora a acusação seja a de "rebeldia para com a autoridade". Os pormenores, o leitor pode colhê-los na imprensa -  alguns são infelizes; mas o essencial é que as pessoas que iam à missa não vão mais: ou porque estão descontentes com a decisão de afastar João Cláudio, ou porque deixou de haver missa, já que o padre desapareceu e o vigário-geral diz que a vila é rebelde.

A Igreja tem todo o direito de não querer determinada pessoa a cantar na missa partindo do princípio de que as igrejas são propriedade sua e de que não quer gays ou "desobedientes" lá dentro; mas os crentes têm talvez uma palavra a dizer, e a igreja não tem autoridade moral para ir tão longe. O vigário-geral de Coimbra proibiu João Maria de cantar nas igrejas da sua jurisdição. É um direito. Mas está muito mal explicado.

O ano de 1917
Angelo d'Orsi diz que em 1917 não houve só Revolução Russa, mas também outros acontecimentos decisivos. Está tudo em '1917. O Ano Que Mudou o Mundo' (Bertrand). Prefácio de Miguel Real.
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