Por Francisco José Viegas|24.05.17
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Roger Moore (1927- -2017) sabia que era "apenas Roger Moore" – isso não o incomodava. Ou seja, sabia que ia passar à história do cinema como Simon Templar (‘O Santo’) ou como James Bond, os dois personagens que interpretou com humor e desprendimento.

Era "o inglesinho elegante" em quem o ‘smoking’ branco assentava bem, que sabia levantar a sobrancelha direita nos momentos certos, e que fingia – adoravelmente – correr risco de vida ao lado de Britt Ekland, Barbara Bach, Lois Chiles, Maud Adams ou Grace Jones, atrizes de quem hoje poucos se lembram (são sete filmes como Bond).

O seu génio está todo em Simon Templar, ‘O Santo’, com a sua roupa e penteado imaculados, além de cenas mirabolantes mas de reduzida ação. Hoje, quando vemos os 007 com Moore, recuamos mais do que um século; aquela sofisticação vem tocar-nos de leve, e rimo- -nos: quase tudo é graciosamente obsoleto, até o sentido de humor, o donjuanismo com aquela banda sonora (Carly Simon, Duran Duran, Shirley Bassey ou Sheena Easton, lembram-se?).

Roger Moore era mestre numa grande escola de cavalheiros.
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